Fui ao cinema
e qual é a minha reação quando me dizem que estás no café em frente?!
Levantar-me e ir em direção a ti com passo apressado, só não corri porque as
pessoas podiam ver e parecia mal. Tapei-te os olhos. Estava com o meu coração
tão acelerado. Destapei-tos. Dei-te um beijo. Fiz-te uma pergunta não tão
inofensiva como eu esperava. “Então não trabalhas?” “Tive de férias uma semana,
começo amanhã.” “Boa vida!” Dei-te outro beijo. Vinha embora e então lembrei-me
de te dizer em tom ameaçador “Manda-me uma mensagem!” “Está bem.” Disseste tu
com aquele sorriso na cara muito característico teu. Vim então embora. E foi
quando me apercebi: estiveste uma semana inteira sem trabalhar, ou seja,
desocupado, suponho, e não te lembraste uma única vez de me enviares uma mensagem
a perguntar se queria estar contigo? De um estado de euforia, passei para um
estado de nervosismo que não deixava o meu coração abrandar. O meu cérebro só
pensava em ti e, naquele breve momento em que demorou a perceber que te
esqueceste de mim, ou quiseste nem lembrar. Se trabalhas, andas muito ocupado,
se estás de férias é o quê? Estás muito desocupado? A tua namorada precisava de
ti? A tua família precisava de ti? Problemas? Uau, e eu? Eu, no meio disso
tudo, fico onde? No cantinho da pessoa compreensiva que há-de entender o porquê
de não ter recebido uma simples mensagem ou meia hora do teu tempo? Esperas que
eu seja a pessoa que há-de sempre compreender tudo, porque como tua amiga, é o
meu dever, mas e os teus deveres? Cumpriste-os quando? Quando é que te
lembraste de me dar aquilo que eu preciso? Porque eu dou-te sempre toda a minha
compreensão. Até aquela que às vezes custa a dar ou não tenho sequer. Se tu
soubesses aquilo que se passa dentro de mim… Ou na minha vida… Mas tu não
sabes! E porquê? Porque não te dignas a mandar a me*da de uma mensagem a
perguntar como estou! Eu passo meses preocupada contigo quando não tenho
notícias tuas. Mando-te dúzias de mensagens. Faço de tudo para saber se estás bem,
se precisas de alguma coisa, se precisas de 5min do meu tempo. E tu…
Concluindo, vale de alguma coisa eu estar para aqui a escrever se tu não vais
ler? Mesmo que lesses… Íamos discutir. Ias dizer que te desiludi por pensar que
não queres saber de mim. Ias dizer que esperavas que eu compreendesse, que eu
era a única pessoa de que tu não esperavas isto. No fim, só ia ficar, talvez,
pior do que já estou. Ao menos, agora, estou em condições de te dizer um “Olá” e,
talvez, um “Vai-te fuder” a seguir… O futuro decidirá!
Terminei este texto à 10min atrás, mas os textos para ti têm sempre um problema… Dão sempre assunto para mais. Portanto, transcrevendo o resto dos meus pensamentos… Há cerca de um mês atrás conversamos durante horas, e tu disseste que querias que falássemos mais… Fizeste alguma coisa por isso? O CAR*LHO QUE FIZESTE! E, só por acaso, essa conversa foi graças a quem? A mim, óbvio. Enfim.
Terminei este texto à 10min atrás, mas os textos para ti têm sempre um problema… Dão sempre assunto para mais. Portanto, transcrevendo o resto dos meus pensamentos… Há cerca de um mês atrás conversamos durante horas, e tu disseste que querias que falássemos mais… Fizeste alguma coisa por isso? O CAR*LHO QUE FIZESTE! E, só por acaso, essa conversa foi graças a quem? A mim, óbvio. Enfim.
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