Passei a última semana numa angústia tão grande. Essa angústia tem o teu nome escrito por toda a parte. E eu sou apenas uma marioneta quando não estás por perto. Perco-me por ruas e ventos sem saber onde me dirigir. Sinto o maior vazio que alguma vez me poderá preencher. Mas nem sei explicar bem porque fiquei assim. Talvez tenha sido por deixar de ter notícias tuas de um momento para o outro. Também foi assim que voltei a ter notícias tuas, de um momento para o outro. Tu voas e só pousas quando te convém. Voas para destinos longínquos sem me avisares, sem te despedires, sem um beijo a dizer até já. E eu que sou terra fixa, cá ando, à tua espera. À espera de uma carta sem remetente mas que me diga tudo aquilo que eu quero saber. E quando uma lágrima caí, eu caio com ela sentindo a minha vida a voar contigo, deixando aqui apenas o meu corpo e nada mais para além de um corpo frágil e uniforme.